CONJUNTURA

30/06/2021 15:14

Teste seletivo de educadores: em que contribui para a  práxis pedagógica?

Como sabemos, o principal objetivo da escola é a aprendizagem dos estudantes. A escola deve constituir-se em espaço de oportunidades de desenvolvimento do  potencial destes para que possam participar efetivamente da vida social em diferentes contextos dos quais fazem parte.

É fundamental que se reconheça ser a escola uma organização social constituída  por pessoas.E como nos ensina Luck ” nenhuma escola pode ser melhor do que as pessoas que nela atuam e do que a competência que põem a serviço da educação”. Assim, há que se planejar e executar ações que atendam as necessidades dessas pessoas para a qualificação do seu trabalho.

Nestes tempos de pandemia, em que novos arranjos têm exigido das escolas  capacidade de organização e adaptação constantes, necessário se faz o investimento nas condições estruturais e de manutenção das pessoas para que o trabalho educativo possa se efetivar através da formação de uma ‘comunidade de aprendizagem coletiva’, desenvolvendo de forma cada vez mais consistente a confiança mútua, o convívio com os diferentes a superação coletiva de desafios,objetivando promover o desenvolvimento mútuo, ou seja, agregar valor à organização e às pessoas.

A seleção dos profissionais neste sentido faz papel inverso, uma vez que promove permanente rotatividade das pessoas nos postos de trabalho existentes na escola e não sendo de forma alguma instrumento válido na garantia de competências profissionais. A competência pedagógica advém de diferentes fatores experienciados pelo profissional, neste sentido, é condição ‘sine qua non’ que o Órgão Central, assim como os diretores  escolares compreendam, planejem e implementem a Gestão Pedagógica, entendida  como a arte de influenciar sistemática e organizadamente os processos de aprendizagem de pessoas mesmo em condições e contextos diferentes desde que as ações sejam sistematicamente organizadas e intencionamente voltadas para tal fim.

Nesta perspectiva, é preciso que se questione: em que medida a adoção de provas para seleção de profissionais para o exercício das funções escolares, contribuirão para a qualificação da sua  práxis? Qual o custo benefício para adoção dessa medida? Qual a fundamentação teórica metodológica que a sustenta? Por quê não é divulgado o projeto de educação da Seduc? Quais ações serão planejadas e implementadas no Estado para a formação continuada dos profissionais da educação? Seleção e ...? A quem cabe esta responsabilidade?

Se, se busca a ‘formação’ de quadros de profissionais competentes é necessário reconhecer que a competência é também aprendizagem, portanto não está dada, tampouco se assenta em provas seletivas e’ troca troca’ de escola mas,  compreende  o “desenvolvimento contínuo da competêdcia profissional que constitui-se em desafio a ser assumido pelos profissionais, pelas escolas e pelos sistemas de ensino”(Luck).

 CATARINA CORTEZ,  Professora Licenciada em Pedagogia, Especialista em Supervisão e Currículo da Escola Publica e Mestra em Educação, Avaliação e Gestão da Escola Publica


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